Por: Capital 95 | 2026-07-30
O CEO do Grammy, Harvey Mason Jr., se pronunciou na quarta-feira, 29 de julho, após o BTS anunciar que não irá participar da próxima edição da premiação. O grupo de k-pop decidiu não submeter seus trabalhos ao evento em protesto contra a criação da categoria de Melhor Música Asiática.
A nova categoria gerou debate entre artistas e fãs, que questionaram se a iniciativa representa uma forma de reconhecimento ou uma divisão por origem. Em comunicado enviado à imprensa dos Estados Unidos, Harvey afirmou que ficou triste com a decisão do grupo, mas disse respeitar a escolha dos integrantes.
“Estou triste de saber que o BTS decidiu não participar do processo do Grammy nesse ano, mas, como um artista musical, entendo e respeito a decisão deles”, declarou o executivo.
BTS questiona divisão por região e idioma
O anúncio do grupo aconteceu após os sete integrantes divulgarem uma nota explicando a decisão de não concorrer ao prêmio neste ano.
“Nós decidimos não submeter [nossas músicas] ao Grammy este ano. Esperamos que a música possa ser ouvida e amada por si só, em vez de ser dividida por região ou idioma. Agradecemos de coração aos ARMYs e a todos que estão sempre conosco”, afirmou o comunicado.
O BTS destacou que prefere que suas músicas recebam avaliação sem uma separação baseada em origem ou idioma, reforçando a ideia de uma análise artística mais ampla.
Grammy defende criação da categoria
Harvey Mason Jr. explicou que a nova categoria tem como objetivo ampliar o reconhecimento de artistas asiáticos e acompanhar o crescimento da música produzida no continente.
“Mais categorias significa os trabalhos de mais artistas reconhecidos. Nunca foi sobre dividir, mas para expandir o que é reconhecido pelos nossos 15 mil votantes”, afirmou.
Segundo o CEO, a criação da categoria de Melhor Música Asiática não impede que artistas da região concorram em outras áreas da premiação. Ele citou categorias como Gravação do Ano, Álbum do Ano e Música do Ano como espaços abertos para todos os artistas elegíveis.
“Submeter músicas em uma categoria de gênero como pop asiático, jazz ou country não exclui artistas de também submeter e ser considerado em categorias gerais, incluindo as de Gravação do Ano, Álbum do Ano e Música do Ano. Essas categorias continuam abertas e elegíveis independentemente do gênero”, concluiu.
A decisão do BTS reacendeu o debate sobre representatividade e classificação de artistas em grandes premiações internacionais.
